sexta-feira, 25 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Trabalho Flash Mobs - 1º Ano
Atenção turmas, tragam na aula combinada o material necessário para a realização do Flash Mob:
101 - Follow Me (não precisa trazer nada)
102 - Freeze (não precisa trazer nada)
103 - Pica-pau (trazer capa de chuva amarela)
104 - Zombie Walk (tragam roupas e maquiagem para se parecerem com zumbis)
105 - Pillow Fight (trazer travesseiro)
106 - Vuvuzela (trazer corneta tipo vuvuzela)
101 - Follow Me (não precisa trazer nada)
102 - Freeze (não precisa trazer nada)
103 - Pica-pau (trazer capa de chuva amarela)
104 - Zombie Walk (tragam roupas e maquiagem para se parecerem com zumbis)
105 - Pillow Fight (trazer travesseiro)
106 - Vuvuzela (trazer corneta tipo vuvuzela)
Pérolas do Galvão Bueno
“O Adriano tá com uma disposição, correndo o campo todo, parece um LEÃO ENJAULADO.” (Hã?)
“Chutou com a perna que não era a dele.” (Devolve agora…)
“O juiz mora aqui do lado, no Uruguai. Se ele apitar mal, vai todo mundo ligar pra casa dele.” (Isso, passa o número agora)
“Quando eu falar Rodrigo, interpretem Roger.” (É código?)
Esse Gonzales tem idade pra ser pai do Robinho. Tá com 32 anos e o Robinho tem (a partir daqui ele começa a falar mais devagar, meio pensando na besteira que está dizendo) vinte e um…”
“É duro pro goleiro jogar com o campo molhado, porque a bola quando bate na água ganha velocidade!” (Sim, Galvão… Se você chutar uma bola na praia de Copacabana, ela vai parar na África) ”
“O Brasil correu o risco de sofrer NOVAMENTE o segundo gol.” (Aí não tem problema… o problema é se fosse o terceiro)
“GOOOOOL! Éééééééé do SÃO CAETANOOOOOO!” (Final da Copa do Brasil 2004, no Maracanã, primeiro gol do SANTO ANDRÉ sobre o Flamengo)
“E André Heller Afasta o perigo.”(O nome do zagueiro do Flamengo era Fabiano Eller, e o André Heller joga Vôlei.)
Em uma partida de vôlei: “A Seleção de Cuba gosta de jogar na frente no placar.” (Por quê será?)
Em uma partida de vôlei: “Uma bela paralela cruzada.” (O QUÊ???)
Em uma partida de vôlei: “E os jogadores estão entrando em CAMPO.” (Mostra o campo então, não a QUADRA)
“Na Hungria, quando tem nuvem assim no céu, é sinal que vai chover.” (No resto do planeta também!)
“Luz vermelha, lá vem a verde!” (Que verde? Na Fórmula 1, para largar, as luzes vermelhas se apagam, e eles partem!)
“Rapaz, o Montoya passou a menos de 0,5 cm do carro do Shumacher… se é que existe menos de 0,5 cm.” (Dêem uma régua para ele)
“Amigo, aqui não está só chovendo, está caindo água!” (UAU! Que coisa impressionante!)
“E depois do jogo, assistam a mais um capítulo inédito de “VALE A PENA VER DE NOVO.”
Bem amigos da Rede Globo. Estamos aqui em Buenos Aires, no Equador…” (Onde?)
“Vai ser o primeiro torneio oficialmente oficializado pela FIFA.” (Ah, bom. Então assim, sim)
Nessa tarde de Fla-Flu, Flamengo e Fluminense estarão entrando em campo daqui a pouco…” (Ufa! E o cara da portaria ainda tentou me enganar, dizendo que esse Fla-Flu era entre Santos e Cruzeiro)
“O potencial energético do Palestra Itália está reduzido a sua metade.” (Que será que ele quis dizer?)
“O estádio tem esse nome (Zerão) porque fica situado bem no Trópico de Câncer, que divide o Hemisfério Sul do Hemisfério Norte. Onde será que foi o gol? Na parte sul ou na parte norte?.” (Sim Galvão… então a linha do equador divide o Equador em leste e oeste, né?)
“Alô Maceió!!!… Ou qualquer outra cidade, tirando São Paulo.” (Não precisa tentar ser simpático, narra o jogo e pronto. Ou melhor: pára de narrar jogo!)
CALA A BOCA, GALVÃO!
Campanha convoca boicote à TV Globo em jogo do Brasil na Copa
Esta madrugada “bombou” no twitter a palavra de ordem #diasemglobo, que estimula as pessoas a verem o jogo entre Brasil e Portugal, sexta-feira, em qualquer emissora que não a Globo. Não é uma campanha de “esquerdistas”, de “brizolistas”, de “intelectuais de esquerda”. É a garotada, a juventude. Por Brizola Neto, no blog Tijolaço
Também não é uma campanha inspirada na popularidade de Dunga, que nunca tinha sido nenhuma unanimidade nacional. Na verdade, isso só está acontecendo porque um episódio sem nenhuma importância — um técnico de futebol e um jornalista esportivo terem um momento de hostilidade — foi elevado pela própria Globo à condição de um “crime de insubordinação” inaceitável por ela.
As empresas Globo ontem, escandalosamente, passaram o dia pressionando a Fifa por uma “punição” a Dunga. Atônitos, os oficiais da Fifa simplesmente perguntavam: “mas, por que?”
A edição do jornal do grupo Globo, hoje, só não beira o ridículo porque mergulha nele, de cabeça. O ódio a qualquer um que não abaixe a cabeça e diga “sim, senhor” a ela é tão grande que ela não consegue reduzir o episódio àquilo que ele realmente foi — uma bobagem insignificante.
As empresas Globo ontem, escandalosamente, passaram o dia pressionando a Fifa por uma “punição” a Dunga. Atônitos, os oficiais da Fifa simplesmente perguntavam: “mas, por que?”
A edição do jornal do grupo Globo, hoje, só não beira o ridículo porque mergulha nele, de cabeça. O ódio a qualquer um que não abaixe a cabeça e diga “sim, senhor” a ela é tão grande que ela não consegue reduzir o episódio àquilo que ele realmente foi — uma bobagem insignificante.
Não, ela se levanta num arreganho autoritário e exige “punição exemplar” para técnico da seleção. Usa, logo ela, uma emissora de tanta história autoritária e tão pródiga em baixarias, a liberdade de imprensa e os “bons modos” como pretextos, como se isso ferisse seus “brios”.
Há muita gente bem mais informada do que eu em matéria de seleção que diz que isso se deve ao fato de Dunga ter cortado os privilégios globais no acesso aos jogadores. E que isso lhe traria prejuízos, por não “alavancar” a audiência ao longo do dia.
Lembrei-me daquele famoso direito de resposta de Brizola à Globo, em 1994.
Não reconheço à Globo autoridade em matéria de liberdade de imprensa, e basta para isso olhar a sua longa e cordial convivência com os regimes autoritários e com a ditadura de 20 anos que dominou o nosso país.
Todos sabem que critico há muito tempo a TV Globo, seu poder imperial e suas manipulações. Mas a ira da Globo, que se manifestou na quinta-feira, não tem nenhuma relação com posições éticas ou de princípios.É apenas o temor de perder o negócio bilionário que para ela representa a transmissão do Carnaval. Dinheiro, acima de tudo.
Pois o arreganho autoritário da Globo, mais do que qualquer discurso, evidenciou a tirania com que a emissora trata o evento esportivo que mais mobiliza os brasileiros mas que, para ela, é só um milionário negócio.
Dunga não é o melhor nem o pior técnico do mundo, nunca foi um ídolo que empolgasse multidões. A sociedade dividia-se, como era normal, entre os que o apoiavam, os que o criticavam e os que apenas torciam por ele e pela seleção.
A Globo acabou com esta normalidade. Quer apresentá-lo como um insano, um louco incontrolável. Nem mesmo se preocupa com o que isso pode fazer no ambiente, já naturalmente cheio de tensões, de uma seleção em meio a uma Copa do Mundo. Ela está se lixando para o resultado deste episódio sobre a seleção.
De agora em diante, a Globo fará com Dunga como que fez, naquela ocasião, com a Passarela do Samba, como descreveu Brizola naquele “direito de resposta”: “quando construí a passarela, a Globo sabotou, boicotou, não quis transmitir e tentou inviabilizar de todas as formas o ponto alto do Carnaval carioca.”
Vocês verão – ou não verão, se seguirem a campanha #diasemglobo – como, durante o jogo, os locutores (aquele um, sobretudo) farão de tudo para dizer que a Globo está torcendo para que o Brasil ganhe o jogo. Todo mundo sabe que, quando se procura afirmar insistentemente alguma coisa que parece óbvia, geralmente se está mentindo.
Eu disse no início que esta não é uma campanha dos políticos, dos intelectuais, da “esquerda” convencional. Não é, justamente, porque estamos, infelizmente, diante de um quadro em que a parcela politicamente mais “preparada” da sociedade desenvolveu um temor reverencial pelos meios de comunicação, Globo à frente.
Políticos, artistas, intelectuais, na maioria dos casos – ressalvo as honrosas exceções – têm medo de serem atacados na TV ou nos jornais. Alguns, para parecerem “independentes e corajosos”, até atacam, mas atacam os fracos, os inimigos do sistema, os que se contrapõem ao modelo que este sistema impôs ao Brasil.
Ou ao Dunga, que acabou por se tornar um gigante que nem é, mas virou, com o que se faz contra ele. Eu não sei se é coragem ou se é o fato de eu ser “maldito de nascença” para eles, mas não entro nessa.
O que a juventude está fazendo é o que a juventude faz, através dos séculos: levantar-se contra a tirania, seja ela qual for. Levantar-se da sua forma alegre, original, amalucada, libertária, irreverente e, por isso mesmo, sem direção ou bandeiras “certinhas”, comportadas, convencionais.
A maravilha do processo social aí está. Quem diria: um torneio de futebol, um técnico, uma rusga como a que centenas ou milhares de vezes já aconteceu no esporte, viram, de repente, uma “onda nacional”.
Uma bobagem? Não, nada é uma bobagem quando desperta os sentimentos de liberdade, de dignidade, quando faz as pessoas recusarem a tirania, quando faz com que elas se mobilizem contra o poder injusto. Se eu fosse poeta, veria clarins nas vuvuzelas.
Essa é a essência da juventude, um perfume que o vento dos anos pode fazer desaparecer em alguns, mas que, em outros, lhes fica impregnado por todas as suas vidas. E a ela, a juventude, não derrotam nunca, porque ela volta, sempre, e sempre mais jovem. E é com ela que eu vou.
Há muita gente bem mais informada do que eu em matéria de seleção que diz que isso se deve ao fato de Dunga ter cortado os privilégios globais no acesso aos jogadores. E que isso lhe traria prejuízos, por não “alavancar” a audiência ao longo do dia.
Lembrei-me daquele famoso direito de resposta de Brizola à Globo, em 1994.
Não reconheço à Globo autoridade em matéria de liberdade de imprensa, e basta para isso olhar a sua longa e cordial convivência com os regimes autoritários e com a ditadura de 20 anos que dominou o nosso país.
Todos sabem que critico há muito tempo a TV Globo, seu poder imperial e suas manipulações. Mas a ira da Globo, que se manifestou na quinta-feira, não tem nenhuma relação com posições éticas ou de princípios.É apenas o temor de perder o negócio bilionário que para ela representa a transmissão do Carnaval. Dinheiro, acima de tudo.
Pois o arreganho autoritário da Globo, mais do que qualquer discurso, evidenciou a tirania com que a emissora trata o evento esportivo que mais mobiliza os brasileiros mas que, para ela, é só um milionário negócio.
Dunga não é o melhor nem o pior técnico do mundo, nunca foi um ídolo que empolgasse multidões. A sociedade dividia-se, como era normal, entre os que o apoiavam, os que o criticavam e os que apenas torciam por ele e pela seleção.
A Globo acabou com esta normalidade. Quer apresentá-lo como um insano, um louco incontrolável. Nem mesmo se preocupa com o que isso pode fazer no ambiente, já naturalmente cheio de tensões, de uma seleção em meio a uma Copa do Mundo. Ela está se lixando para o resultado deste episódio sobre a seleção.
De agora em diante, a Globo fará com Dunga como que fez, naquela ocasião, com a Passarela do Samba, como descreveu Brizola naquele “direito de resposta”: “quando construí a passarela, a Globo sabotou, boicotou, não quis transmitir e tentou inviabilizar de todas as formas o ponto alto do Carnaval carioca.”
Vocês verão – ou não verão, se seguirem a campanha #diasemglobo – como, durante o jogo, os locutores (aquele um, sobretudo) farão de tudo para dizer que a Globo está torcendo para que o Brasil ganhe o jogo. Todo mundo sabe que, quando se procura afirmar insistentemente alguma coisa que parece óbvia, geralmente se está mentindo.
Eu disse no início que esta não é uma campanha dos políticos, dos intelectuais, da “esquerda” convencional. Não é, justamente, porque estamos, infelizmente, diante de um quadro em que a parcela politicamente mais “preparada” da sociedade desenvolveu um temor reverencial pelos meios de comunicação, Globo à frente.
Políticos, artistas, intelectuais, na maioria dos casos – ressalvo as honrosas exceções – têm medo de serem atacados na TV ou nos jornais. Alguns, para parecerem “independentes e corajosos”, até atacam, mas atacam os fracos, os inimigos do sistema, os que se contrapõem ao modelo que este sistema impôs ao Brasil.
Ou ao Dunga, que acabou por se tornar um gigante que nem é, mas virou, com o que se faz contra ele. Eu não sei se é coragem ou se é o fato de eu ser “maldito de nascença” para eles, mas não entro nessa.
O que a juventude está fazendo é o que a juventude faz, através dos séculos: levantar-se contra a tirania, seja ela qual for. Levantar-se da sua forma alegre, original, amalucada, libertária, irreverente e, por isso mesmo, sem direção ou bandeiras “certinhas”, comportadas, convencionais.
A maravilha do processo social aí está. Quem diria: um torneio de futebol, um técnico, uma rusga como a que centenas ou milhares de vezes já aconteceu no esporte, viram, de repente, uma “onda nacional”.
Uma bobagem? Não, nada é uma bobagem quando desperta os sentimentos de liberdade, de dignidade, quando faz as pessoas recusarem a tirania, quando faz com que elas se mobilizem contra o poder injusto. Se eu fosse poeta, veria clarins nas vuvuzelas.
Essa é a essência da juventude, um perfume que o vento dos anos pode fazer desaparecer em alguns, mas que, em outros, lhes fica impregnado por todas as suas vidas. E a ela, a juventude, não derrotam nunca, porque ela volta, sempre, e sempre mais jovem. E é com ela que eu vou.
domingo, 20 de junho de 2010
COPA, SOCIOLOGIA E CIDADANIA
| O Brasil é penta. Penta! Penta! Hexa é o que buscamos nesta copa do mundo. Ao Dunga competirá o comando da seleção que tem a obrigação de trazer o hexa - é assim que fazemos a leitura com base nas torcidas espalhadas pelo país. Nelson Rodrigues tratava o nosso futebol na relação de que quando o Brasil joga, mais parece a pátria de chuteiras. Somos todos, uns mais outros menos, meio técnicos de futebol, inclusive muitas mulheres, o que outrora não acontecia. Realmente, o futebol é instigante e mexe conosco na medida em que a gente vai se aprofundando nas suas nuances. Enquanto esporte coletivo presta-se muito bem às simulações sociológicas em seus conceitos de grupo, status e expectativas sociais, sanções positivas e negativas, liderança, cultura, cooperação, interação, dentre outros de menos significação simbólica. Uma partida de futebol se desenvolve em função das expectativas colhidas acerca do adversário: suas táticas, seus atores e seus papéis, principalmente seu conjunto na composição do entrosamento. Há equipes que jogam abertas, outras fechadas; já outras adotam estilos mais conservadores ou até mistos. No futebol mais moderno, o estilo compartilhado tem sido o mais buscado pela grande maioria de técnicos, como no caso de Dunga da nossa seleção. Jogadores "fominha" como se chama aquele que só dribla e quer fazer tudo sozinho, andam um pouco fora do contexto. Evidentemente que as diferenças individuais são responsáveis pela explicitação dos talentos, pois talento é um conceito particular que muito pode contribuir com o coletivo. Numa decisão acirrada de copa do mundo, ou de campeonatos regionais, o jogador de talento pode fazer a diferença na medida em que ele, na hora certa, surpreende a tática do técnico adversário, pois como dissemos, talento é próprio, individual. A seleção brasileira sempre sofre um pouco diante do exagero das expectativas a ela creditados. Afinal, somos os melhores do mundo pela quinta vez e isto é motivo de júbilo. Contudo, a lógica do futebol brasileiro quando se trata de seleção vai além: serve um pouco de "ópio" para encobrir mazelas sociais, como foi o caso do governo Garrastazu Médici. Outros casos no Brasil são igualmente identificados neste sentido e serviu em várias ocasiões para o governo tomar medidas impopulares (em surdina) em função do momento em que vivíamos COPA DO MUNDO. Atualmente, diante o excelente momento por que passa nosso país, principalmente na economia, sentimos que o frisson nos toma a todos em função da seleção. Mas a gente não ignora que, mesmo assim, nos bastidores, a politicagem acontece, embora sem maior dimensão como anteriormente. O técnico Dunga, meio turrão, meio nariz empinado, define a seleção e não aceita sugestões da opinião pública. Resultado: "afogou Ganso e Pato". Neste sentido, as nossas expectativas são francas atiradoras do acaso. Se formos Hexa, Dunga será "santificado", se não, execrado! Mas faz parte desse conjunto de amor efêmero que a agente desenvolve e em pouco tempo já esquece. Certamente que desejamos mais um título. Mas é bom não esquecermos tantos recordes negativos que temos no nosso dia-a-dia, como a violência, a fome, a mortalidade infantil, corrupção, a falta de saneamento, altos impostos, pouco acesso ao SUS, precária rede pública de educação, etc. Seria sonhar demais se a gente pudesse algum dia, contar com tantos brasileiros torcendo como o fazem pelo HEXA, mas em função de que fossemos campeões de cidadania e votando para eleger parlamentares comprometidos com as causas sociais. Quem sabe um dia, a gente marque esse gol de placa! O universo social é eminentemente simbólico. Seu substrato sociológico se estabelece nos processos sociais da cultura. O futebol para os brasileiros é quase que "religião", talvez uma razoável explicação para aquilo que podemos chamar de "nivelamento social". No geral, as classes sociais se entendem muito bem quanto o assunto é futebol, principalmente entre os torcedores do mesmo time. Um fato merecedor de registro é o crescente interesse das mulheres pelo futebol. Talvez estejam descobrindo que se trata de um esporte racional, matemático, ao mesmo tempo emocionante e criativo. O Futebol feminino no Brasil está cada vez mais sendo incentivado pela CBF e pelas Federações Estaduais. Podemos afirmar que isto é um aspecto muito positivo, principalmente porque nosso modelo atual de sociedade tem primado pelas relações individualizadas, egoístas. O futebol, não. Pode até acontecer jogadas fenomenais, verdadeiros shows, mas os nossos técnicos preferem o futebol resultado. Se houver um misto entre os dois, então é um grande espetáculo para todos. |
| CARLOS SENA |
| Publicado no Recanto das Letras em 16/06/2010 Código do texto: T2323513 |
| Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Texto de Carlos Sena - csena51@hotmail.com) |
quinta-feira, 17 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Flash Mobs
Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em um local público para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, estas se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social.
Uso do termo
Ou seja, o Flashmob é uma ação que começa do nada, junta as pessoas e, como se juntaram, vão embora e se separam, assim como se ninguém sabe de onde surgiram. O uso do termo flash mob data de aproximadamente 1800, porém não da maneira como o conhecemos hoje. O termo foi usado para descrever um grupo de prisioneiras da Tasmânia baseado no termo flash language para o jargão que estas prisioneiras utilizavam. Ainda nesta época o termo australiano flash mob foi usado para designar um segmento da sociedade, e não um evento, não demonstrando nenhuma outra similaridade com o termo moderno ou os eventos descritos por ele.
Mobilizações na História
Sabe-se que as mobilizações de pessoas são, historicamente, um recurso muito usado, em manifestações políticas. A história está repleta delas, como por exemplo, a Revolução Francesa, onde o povo, para pressionar a monarquia francesa, tomou de assalto a fortaleza-prisão da Bastilha e invadiu o palácio das Tulherias, fazendo a família real refém.
O mesmo aconteceu com os bolcheviques na Rússia, que pretendiam a formação de uma aliança entre operários e camponeses para colocar fim a autocracia czarista.
Contemporaneamente, em meados de 1968, Paris foi palco de uma revolta estudantil, cujas consequências ultrapassaram em muito as fronteiras da França. Convidado para palestrar na Universidade de Paris X (Paris Oeste - Nanterre La Défense), o psicanalista Wilhelm Reich foi vetado pela administração universitária, o que provocou um protesto organizado por estudantes, que acabaram por tomar o controle da universidade em maio daquele ano. O maio de 1968 é considerada uma das maiores mobilizações políticas do século XX, marcando o início de uma série de revoltas em vários países do mundo, cujas consequências são sentidas até os dias atuais. O movimento ampliou-se, ultrapassando a esfera do movimento estudantil e incorporando reivindicações de outros grupos sociais, e transformando-se simbolicamente em ponto de ruptura dos paradigmas vigentes até então, nas sociedades ocidentais.
Happening
Happening é um evento ou situação que surpreende e envolve as pessoas. Pode acontecer em qualquer lugar e sob qualquer circunstância. O termo apareceu pela primeira vez nos meses de inverno no hemisfério norte de 1959, publicado na revista literária de Rutgers University. O mais importante evento foi o “Poetry Incarnation”, de Albert Hall em 11 de junho de 1965, quando uma platéia de sete mil pessoas prestigiou e participou das performances de alguns vanguardistas jovens poetas britânicos e americanos. Allan Kaprow foi o primeiro a dar ao termo o significado de uma forma de expressão artística.
O Primeiro Flash Mob
O primeiro flash mob foi organizado via e-mail (com o endereço themobproject@yahoo.com, criado para este fim), pelo jornalista Bill Wasik, em Manhattan. Mandando o e-mail para 40 ou 50 amigos (de maneira que eles não soubessem que o evento fora planejado pelo próprio jornalista), Bill convidou as pessoas a aparecerem em frente à loja de acessórios femininos Claire’s Acessories. Segundo ele, "A ideia era de que as próprias pessoas se tornassem o show e que, apenas respondendo a este e-mail aleatório, essas pessoas criassem algo" em um mob anônimo e sem liderança.
No entanto, a loja foi avisada antes do acontecimento e a polícia foi acionada, evitando que as pessoas ficassem na frente da loja, frustrando os planos do primeiro mob.
O segundo mob aconteceu em 3 de junho de 2003, na loja de departamentos Macy's. Wasik e amigos distribuiram flyers para pessoas que passavam nas ruas, indicando quatro bares em Manhattan, onde elas receberam instruções adicionais sobre o caráter e o lugar do evento, minutos antes do seu início. – para evitar o mesmo problema que ocorreu com o primeiro.
Mais de 100 pessoas juntaram-se no 9º andar de tapetes da loja de departamento, reunindo-se em volta de um tapete caro. Qualquer um aproximado por um vendedor foi avisado a falar que as pessoas reunidas no andar viviam juntas em um depósito nos arredores de Nova York, que estavam procurando por um “tapete do amor” e que todos faziam suas decisões de compra em grupo.
Mobs Populares
Pillow Fight
A famosa guerra de travesseiros ganhou um novo formato quando passou a integrar o quadro de flash mobs. Nela, pessoas combinam pela Internet, um determinado local e horário e levam consigo seus travesseiros para guerrear com pessoas desconhecidas. O Pillow Fight, vem sendo praticado em várias cidades do mundo.
Subway Party
Uma Subway Party (festa no metrô), nada mais é do que um grupo de pessoas que se juntam, no estilo flash mob, para promover festas dentro dos vagões dos trens metropolitanos de grande cidades como Nova Iorque. Combinado o dia e o horário, os participantes apenas aguardam que um determinado número de pessoas se reúna para que então todos entrem no vagão (geralmente o último) e troquem presentes, ouçam música, dancem, enfim, façam uma festa.
Existem dois tipos de Subway Party: a primeira ocorre na hora do rush e tem o objetivo de “descontrair as pessoas”. Porém ela é muito criticada por atrapalhar as pessoas que fazem uso do transporte público, causar atrasos e incomodar os usuários. A outra acontece no fim na noite e os participantes chegam até a decorar o vagão do trem para uma verdadeira festa, que algumas vezes pode até ser a comemoração de alguma data como o Halloween. Conforme o trem vai passando as estações o número de participantes também aumenta, já que as pessoas vão sendo convidadas a fazerem parte da festa.
Zombie Walk
Consiste em pessoas que se juntam para passar algum tempo caracterizadas como zumbis e agindo como tal, dispersando-se em seguida. Esta é outra forma de flash mob que está crescendo pelo mundo e atrai cada vez mais pessoas.
Improv Everywhere
O Improv Everywhere é um dos grupos mais famosos no meio dos flash mobs. Começou por acaso, sem o propósito de fazer flash mobs. Charlie Todd, o fundador, foi confundido com o cantor americano Ben Folds e mesmo desmentindo o desentendido, aceitou a insistência das pessoas que o confundiram e cantou para o grupo como se fosse o próprio cantor. A partir desse momento, Charlie percebeu que poderia criar eventos mobilizando pessoas, primeiramente utilizando sua rede de contatos, e assim vários flash mobs foram organizados pela Improv Everywhere. Um dos mais famosos é o Frozen Grand Central, realizado em Nova York que, no encontro de 200 pessoas, cronometradamente, fingiram estar congeladas e assim ficaram por um minuto, gerando uma enorme discussão. Além desse flash mob organizado totalmente pela internet e sem pagar nada para os participantes, a Improv Everywhere já organizou flash mobs como o No Pants, o encontro de pessoas sem calças no Metrô (mesmo causando problemas com a polícia local) e O MP3 Experiment, no qual os participantes baixaram um mp3 e só ouviram no dia do encontro no parque. Nesse arquivo de áudio havia instruções para uma gincana, cujo objetivo era encontrar uma outra pessoa.
Aplicações sociais
No mundo inteiro, flash mobs vêm ganhando cada vez mais aspectos políticos e não apenas para mudar a rotina ou modificar o meio urbano. Na Rússia, por exemplo, um grupo de pessoas se reuniu ao redor de um caixão e deram-se as mãos em luto formando um quadrado, declarando a “morte da democracia em 2003. Por lá, pela repressão às revoltas ou protestos ser intensificada, flash mobs são preferências cada vez mais aceitas por serem organizadas rapidamente, atraírem muitas pessoas e depois se dispersa tão rápido quanto apareceu, impedindo a ação da polícia muitas vezes.
Um flashmob em desafio ao governo foi organizado na Bielorússia por volta de 2006 que consistia em um grande grupo de pessoas tomando sorvete próximo ao centro da cidade, em contestação a uma lei aprovada em assembléia que proíbe manifestações no país. Mesmo com as pessoas deixando o local depois da realização do pequeno protesto, alguns jovens ainda foram presos.
Na Espanha, após os atentados terroristas nos trens metroviários em 11 de março de 2004, vários espanhóis enviaram via SMS mensagens pedindo para que dois dias depois se reunissem para uma mobilização em favor dos mortos pelo ataque terrorista, e nessas mensagens a repetição da palavra “pásalo” (repasse, em espanhol) tornou-se um ícone desse mob. O resultado veio no dia 13 de março, onde as pessoas se reuniram de maneira espontânea protestando contra o governo por ocultar dados sobre o atentado terrorista. Ficou também conhecida como “La rebelion de los SMS”.
Popularização
A revista Wired News escreveu um artigo sobre o segundo mob e blogueiros espalharam pela internet —– através do país e do mundo —– de forma interessante e diferente do que o criador do movimento havia imaginado. Segundo Bill Wasik, o movimento era antimanifestação e antipolítico —– uma crítica cínica à atmosfera cultural de conformidade e de sempre querer fazer parte da “próxima moda grandiosa”. No entanto, em outros lugares o mob começou a caracterizar-se como happening, expressando oposição à corporações e decisões políticas, tornando-se realmente um movimento em si para desorganizar e romper espaços grandes e comerciais.
A popularização do movimento deu-se principalmente pelo sucesso da internet. Segundo Bill, as pessoas gostaram de flash mob por ter um componente online, permitindo-as verem as comunidades virtuais manifestarem-se fisicamente e literalmente.
Ainda segundo Bill, a mídia ajudou a espalhar o flash mob, através da imprensa norte-americana com incessantes artigos, taxando-o como movimento. O termo é freqüentemente usado para qualquer forma de smart mobs como protestos, ataque de negação de serviço de internet colaborativo; assim como aplicando em estratégia de marketing, como por exemplo aplicando em aparências promocionais de uma cantora poupou através de campanhas publicitárias.
Curiosidades
Nascido do flash mob este movimento também acontece quando pessoas comunicam-se via Internet ou algum meio de comunicação móvel e juntam-se a fim de atingir um mesmo objetivo, porém o Urban Playground quer simplesmente usar o espaço urbano para promover encontros onde as pessoas possam divertir-se, como uma batalha de bolhas de sabão, uma gigantesca luta de travesseiros, um piquenique e outros.
Este movimento diferencia-se de um flash mob pois as pessoas não permanecem no local por alguns instantes e logo depois dispersam-se; estes eventos podem durar horas, o que dá mais chance de que os participantes se conheçam. Há também um objetivo por trás das reuniões, que é fazer com que as pessoas pratiquem atividades e percam os hábitos sedentários, fazendo do urban playground parte da cultura das pessoas.
Oprah Flash Mob Dance
No dia 10 de setembro o grupo Black Eyed Peas quebrou o recorde de maior flash mob da história, ao reunir cerca de 21 mil fãs na Avenida Michigan, em Chicago, nos EUA para comemorar a passagem da 24ª temporada do programa de Oprah Winfrey na TV. O grupo preparou uma surpresinha para ela ao tocar o grande hit I Gotta Feeling com uma coreografia inacreditável envolvendo toda essa multidão. Tudo começa com uma garota dançando sozinha na frente do palco, logo depois toda a multidão começa a fazer a mesma coreografia. Oprah (que não sabia de nada), ficou chocada com o que estava vendo, enquanto gravava tudo em seu celular. A apresentadora então gritou: "Isso é tão legal!! É a coisa mais legal que eu já vi...Chicago eu amo vocês!!!!!!" Durante a entrevista que o grupo deu após a apresentação, o lider do grupo Will.i.am contou que chamou 800 fãs para ajudar na coreografia, que depois foi passada para as mais de 20 mil pessoas presentes na hora. Sobre isso Will falou: "Eu não pensei que ia ser assim tão espetacular...Você fala sobre a participação da platéia, mas tudo foi além...Isso é tão incrivel...É a melhor apresentação que já fizemos!" A apresentação foi tão bem recebida nos EUA que após a exibição do programa, a música I Gotta Feeling que estava em 4º lugar no iTunes, voltou ao topo da parada da loja virtual, garantindo assim pelo menos mais uma semana no topo da Billboard Hot 100, onde a música já se encontrava em primeiro há 11 semanas.
Uso do termo
Ou seja, o Flashmob é uma ação que começa do nada, junta as pessoas e, como se juntaram, vão embora e se separam, assim como se ninguém sabe de onde surgiram. O uso do termo flash mob data de aproximadamente 1800, porém não da maneira como o conhecemos hoje. O termo foi usado para descrever um grupo de prisioneiras da Tasmânia baseado no termo flash language para o jargão que estas prisioneiras utilizavam. Ainda nesta época o termo australiano flash mob foi usado para designar um segmento da sociedade, e não um evento, não demonstrando nenhuma outra similaridade com o termo moderno ou os eventos descritos por ele.
Mobilizações na História
Sabe-se que as mobilizações de pessoas são, historicamente, um recurso muito usado, em manifestações políticas. A história está repleta delas, como por exemplo, a Revolução Francesa, onde o povo, para pressionar a monarquia francesa, tomou de assalto a fortaleza-prisão da Bastilha e invadiu o palácio das Tulherias, fazendo a família real refém.
O mesmo aconteceu com os bolcheviques na Rússia, que pretendiam a formação de uma aliança entre operários e camponeses para colocar fim a autocracia czarista.
Contemporaneamente, em meados de 1968, Paris foi palco de uma revolta estudantil, cujas consequências ultrapassaram em muito as fronteiras da França. Convidado para palestrar na Universidade de Paris X (Paris Oeste - Nanterre La Défense), o psicanalista Wilhelm Reich foi vetado pela administração universitária, o que provocou um protesto organizado por estudantes, que acabaram por tomar o controle da universidade em maio daquele ano. O maio de 1968 é considerada uma das maiores mobilizações políticas do século XX, marcando o início de uma série de revoltas em vários países do mundo, cujas consequências são sentidas até os dias atuais. O movimento ampliou-se, ultrapassando a esfera do movimento estudantil e incorporando reivindicações de outros grupos sociais, e transformando-se simbolicamente em ponto de ruptura dos paradigmas vigentes até então, nas sociedades ocidentais.
Happening
Happening é um evento ou situação que surpreende e envolve as pessoas. Pode acontecer em qualquer lugar e sob qualquer circunstância. O termo apareceu pela primeira vez nos meses de inverno no hemisfério norte de 1959, publicado na revista literária de Rutgers University. O mais importante evento foi o “Poetry Incarnation”, de Albert Hall em 11 de junho de 1965, quando uma platéia de sete mil pessoas prestigiou e participou das performances de alguns vanguardistas jovens poetas britânicos e americanos. Allan Kaprow foi o primeiro a dar ao termo o significado de uma forma de expressão artística.
O Primeiro Flash Mob
O primeiro flash mob foi organizado via e-mail (com o endereço themobproject@yahoo.com, criado para este fim), pelo jornalista Bill Wasik, em Manhattan. Mandando o e-mail para 40 ou 50 amigos (de maneira que eles não soubessem que o evento fora planejado pelo próprio jornalista), Bill convidou as pessoas a aparecerem em frente à loja de acessórios femininos Claire’s Acessories. Segundo ele, "A ideia era de que as próprias pessoas se tornassem o show e que, apenas respondendo a este e-mail aleatório, essas pessoas criassem algo" em um mob anônimo e sem liderança.
No entanto, a loja foi avisada antes do acontecimento e a polícia foi acionada, evitando que as pessoas ficassem na frente da loja, frustrando os planos do primeiro mob.
O segundo mob aconteceu em 3 de junho de 2003, na loja de departamentos Macy's. Wasik e amigos distribuiram flyers para pessoas que passavam nas ruas, indicando quatro bares em Manhattan, onde elas receberam instruções adicionais sobre o caráter e o lugar do evento, minutos antes do seu início. – para evitar o mesmo problema que ocorreu com o primeiro.
Mais de 100 pessoas juntaram-se no 9º andar de tapetes da loja de departamento, reunindo-se em volta de um tapete caro. Qualquer um aproximado por um vendedor foi avisado a falar que as pessoas reunidas no andar viviam juntas em um depósito nos arredores de Nova York, que estavam procurando por um “tapete do amor” e que todos faziam suas decisões de compra em grupo.
Mobs Populares
Pillow Fight
A famosa guerra de travesseiros ganhou um novo formato quando passou a integrar o quadro de flash mobs. Nela, pessoas combinam pela Internet, um determinado local e horário e levam consigo seus travesseiros para guerrear com pessoas desconhecidas. O Pillow Fight, vem sendo praticado em várias cidades do mundo.
Subway Party
Uma Subway Party (festa no metrô), nada mais é do que um grupo de pessoas que se juntam, no estilo flash mob, para promover festas dentro dos vagões dos trens metropolitanos de grande cidades como Nova Iorque. Combinado o dia e o horário, os participantes apenas aguardam que um determinado número de pessoas se reúna para que então todos entrem no vagão (geralmente o último) e troquem presentes, ouçam música, dancem, enfim, façam uma festa.
Existem dois tipos de Subway Party: a primeira ocorre na hora do rush e tem o objetivo de “descontrair as pessoas”. Porém ela é muito criticada por atrapalhar as pessoas que fazem uso do transporte público, causar atrasos e incomodar os usuários. A outra acontece no fim na noite e os participantes chegam até a decorar o vagão do trem para uma verdadeira festa, que algumas vezes pode até ser a comemoração de alguma data como o Halloween. Conforme o trem vai passando as estações o número de participantes também aumenta, já que as pessoas vão sendo convidadas a fazerem parte da festa.
Zombie Walk
Consiste em pessoas que se juntam para passar algum tempo caracterizadas como zumbis e agindo como tal, dispersando-se em seguida. Esta é outra forma de flash mob que está crescendo pelo mundo e atrai cada vez mais pessoas.
Improv Everywhere
O Improv Everywhere é um dos grupos mais famosos no meio dos flash mobs. Começou por acaso, sem o propósito de fazer flash mobs. Charlie Todd, o fundador, foi confundido com o cantor americano Ben Folds e mesmo desmentindo o desentendido, aceitou a insistência das pessoas que o confundiram e cantou para o grupo como se fosse o próprio cantor. A partir desse momento, Charlie percebeu que poderia criar eventos mobilizando pessoas, primeiramente utilizando sua rede de contatos, e assim vários flash mobs foram organizados pela Improv Everywhere. Um dos mais famosos é o Frozen Grand Central, realizado em Nova York que, no encontro de 200 pessoas, cronometradamente, fingiram estar congeladas e assim ficaram por um minuto, gerando uma enorme discussão. Além desse flash mob organizado totalmente pela internet e sem pagar nada para os participantes, a Improv Everywhere já organizou flash mobs como o No Pants, o encontro de pessoas sem calças no Metrô (mesmo causando problemas com a polícia local) e O MP3 Experiment, no qual os participantes baixaram um mp3 e só ouviram no dia do encontro no parque. Nesse arquivo de áudio havia instruções para uma gincana, cujo objetivo era encontrar uma outra pessoa.
No mundo inteiro, flash mobs vêm ganhando cada vez mais aspectos políticos e não apenas para mudar a rotina ou modificar o meio urbano. Na Rússia, por exemplo, um grupo de pessoas se reuniu ao redor de um caixão e deram-se as mãos em luto formando um quadrado, declarando a “morte da democracia em 2003. Por lá, pela repressão às revoltas ou protestos ser intensificada, flash mobs são preferências cada vez mais aceitas por serem organizadas rapidamente, atraírem muitas pessoas e depois se dispersa tão rápido quanto apareceu, impedindo a ação da polícia muitas vezes.
Um flashmob em desafio ao governo foi organizado na Bielorússia por volta de 2006 que consistia em um grande grupo de pessoas tomando sorvete próximo ao centro da cidade, em contestação a uma lei aprovada em assembléia que proíbe manifestações no país. Mesmo com as pessoas deixando o local depois da realização do pequeno protesto, alguns jovens ainda foram presos.
Na Espanha, após os atentados terroristas nos trens metroviários em 11 de março de 2004, vários espanhóis enviaram via SMS mensagens pedindo para que dois dias depois se reunissem para uma mobilização em favor dos mortos pelo ataque terrorista, e nessas mensagens a repetição da palavra “pásalo” (repasse, em espanhol) tornou-se um ícone desse mob. O resultado veio no dia 13 de março, onde as pessoas se reuniram de maneira espontânea protestando contra o governo por ocultar dados sobre o atentado terrorista. Ficou também conhecida como “La rebelion de los SMS”.
Popularização
A revista Wired News escreveu um artigo sobre o segundo mob e blogueiros espalharam pela internet —– através do país e do mundo —– de forma interessante e diferente do que o criador do movimento havia imaginado. Segundo Bill Wasik, o movimento era antimanifestação e antipolítico —– uma crítica cínica à atmosfera cultural de conformidade e de sempre querer fazer parte da “próxima moda grandiosa”. No entanto, em outros lugares o mob começou a caracterizar-se como happening, expressando oposição à corporações e decisões políticas, tornando-se realmente um movimento em si para desorganizar e romper espaços grandes e comerciais.
A popularização do movimento deu-se principalmente pelo sucesso da internet. Segundo Bill, as pessoas gostaram de flash mob por ter um componente online, permitindo-as verem as comunidades virtuais manifestarem-se fisicamente e literalmente.
Ainda segundo Bill, a mídia ajudou a espalhar o flash mob, através da imprensa norte-americana com incessantes artigos, taxando-o como movimento. O termo é freqüentemente usado para qualquer forma de smart mobs como protestos, ataque de negação de serviço de internet colaborativo; assim como aplicando em estratégia de marketing, como por exemplo aplicando em aparências promocionais de uma cantora poupou através de campanhas publicitárias.
Curiosidades
Nascido do flash mob este movimento também acontece quando pessoas comunicam-se via Internet ou algum meio de comunicação móvel e juntam-se a fim de atingir um mesmo objetivo, porém o Urban Playground quer simplesmente usar o espaço urbano para promover encontros onde as pessoas possam divertir-se, como uma batalha de bolhas de sabão, uma gigantesca luta de travesseiros, um piquenique e outros.
Este movimento diferencia-se de um flash mob pois as pessoas não permanecem no local por alguns instantes e logo depois dispersam-se; estes eventos podem durar horas, o que dá mais chance de que os participantes se conheçam. Há também um objetivo por trás das reuniões, que é fazer com que as pessoas pratiquem atividades e percam os hábitos sedentários, fazendo do urban playground parte da cultura das pessoas.
Oprah Flash Mob Dance
No dia 10 de setembro o grupo Black Eyed Peas quebrou o recorde de maior flash mob da história, ao reunir cerca de 21 mil fãs na Avenida Michigan, em Chicago, nos EUA para comemorar a passagem da 24ª temporada do programa de Oprah Winfrey na TV. O grupo preparou uma surpresinha para ela ao tocar o grande hit I Gotta Feeling com uma coreografia inacreditável envolvendo toda essa multidão. Tudo começa com uma garota dançando sozinha na frente do palco, logo depois toda a multidão começa a fazer a mesma coreografia. Oprah (que não sabia de nada), ficou chocada com o que estava vendo, enquanto gravava tudo em seu celular. A apresentadora então gritou: "Isso é tão legal!! É a coisa mais legal que eu já vi...Chicago eu amo vocês!!!!!!" Durante a entrevista que o grupo deu após a apresentação, o lider do grupo Will.i.am contou que chamou 800 fãs para ajudar na coreografia, que depois foi passada para as mais de 20 mil pessoas presentes na hora. Sobre isso Will falou: "Eu não pensei que ia ser assim tão espetacular...Você fala sobre a participação da platéia, mas tudo foi além...Isso é tão incrivel...É a melhor apresentação que já fizemos!" A apresentação foi tão bem recebida nos EUA que após a exibição do programa, a música I Gotta Feeling que estava em 4º lugar no iTunes, voltou ao topo da parada da loja virtual, garantindo assim pelo menos mais uma semana no topo da Billboard Hot 100, onde a música já se encontrava em primeiro há 11 semanas.
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