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terça-feira, 24 de abril de 2012

Ilha das Flores - curta premiadíssimo de Jorge Furtado




A miséria é o tópico central do premiadíssimo trabalho do diretor Jorge Furtado. A utilização de um título que contradiz a trama desenvolvida ao longo dos 13 minutos de duração do curta-metragem foi uma das ótimas idéias apresentadas nesse trabalho. Mas não é a única.
A exposição didática das idéias, de forma encadeada, amarrada as informações, na medida em que elas aparecem na narração sólida e segura do ator Paulo José, constituem o eixo em torno do qual acabam gravitando os espectadores.
O ritmo alucinado utilizado para que fiquemos sabendo sobre os tomates do Sr. Suzuki, o perfume de dona Anete, o surgimento do dinheiro e as peculiaridades dos seres humanos (o polegar opositor e o tele-encéfalo altamente desenvolvido), nos dá pouco tempo para refletir sobre toda a informação e exige que acabemos assistindo ao vídeo duas ou até mesmo, três vezes.
Outra característica marcante do curta-metragem Ilha das Flores é a profusão de imagens. É como se tudo fosse uma verdadeira colagem feita pelo diretor e pelos editores do filme. As imagens se sucedem na medida da necessidade de explicação de um conceito apresentado no texto. Chega a ser um tanto quanto enlouquecedor e, nesse aspecto, reside um dos fatores que torna o filme imperdível, todos (inclusive e, especialmente, os alunos) prestam atenção o tempo todo.
O fato de ser um curta-metragem é outro aspecto particularmente interessante para os educadores. Pode ser encaixado facilmente no tempo de uma aula e não permite que os alunos possam sequer esboçar um bocejo.
O mais importante, porém é que "Ilha das Flores" coloca em pauta a discussão acerca da pobreza, da fome e da exclusão social. Levando-se em conta que foi produzido em 1989, dá para perceber que as coisas não mudaram muito entre o Brasil daquela época e o de hoje...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

sábado, 21 de maio de 2011

Filme: Bróder impressiona com retrato complexo da periferia - Portal Vermelho

A câmara persegue desesperadamente três garotos que correm por entre as vielas e corredores estreitos do Capão Redondo. No entanto, aqui, eles não estão fugindo da polícia ou de traficantes. Trata-se de uma brincadeira, uma disputa para ver quem chega primeiro ao local combinado. É com essa visão lúdica da periferia que Jeferson De faz sua ótima estreia com Bróder. O longa se diferencia dos demais filmes de favela do cinema brasileiro.
Por Leonardo Vinicius Jorge

Após premiação da crítica no festival de Paulínia e de ganhar quase tudo em Gramado, a produção chegou ao circuito comercial neste 21 de abril e dá novo fôlego ao cinema nacional, fugindo um pouco do óbvio e dos temas batidos que foram se acumulando nos últimos anos.
Na história, três amigos de infância se reencontram depois de um período de distanciamento: Pibe (Sílvio Guindane) decidiu sair do Capão Redondo e se tornou corretor de imóveis, mas passa por problemas financeiros; Jaiminho (Jonathan Haagensen) virou jogador de futebol na Espanha e promessa de futuro craque da seleção brasileira; Macu (Caio Blat) continuou no bairro e está prestes a entrar no mundo do crime ao aceitar que sua casa seja o cativeiro de uma criança que será sequestrada.
Os três decidem aproveitar a festa de aniversário de Macu para reforçar a amizade e passar o dia juntos, passeando pelo bairro no qual cresceram. Mas a coisa complica quando os traficantes da área decidem aproveitar a passagem de Jaiminho para sequestrá-lo. É nessa hora que Macu precisará decidir qual atitude tomar: proteger o amigo ao custo de comprar uma dívida com os criminosos ou usar a situação como prova de sua coragem para entrar no grupo dos traficantes.
Capão Redondo em cena
Bróder é cheio de acertos, a começar pela escolha do Capão Redondo como locação. O bairro da Zona Sul da capital paulista não é apenas um ambiente para a história, mas um personagem do filme, além de servir como microuniverso do Brasil das contradições e das facetas multiculturais.
As situações mostram que Jeferson De tem muito mais dor de cabeça do que Spike Lee na hora de fazer críticas sociais e raciais. E a família de Macu mais uma vez mostra o homem da casa como um elemento fraco, simbolizando a ausência do Estado – uma metáfora frequente no cinema nacional.
Mas a interessante história (elaborada por Jeferson De em parceria com Newton Cannito), o olhar diferenciado e os belos planos e enquadramentos não seriam suficientes para sustentar o filme se não houvesse uma perfeita química entre os atores, e o elenco não decepciona.
Além da sempre competente Cássia Kiss, que interpreta a sofrida Dona Sônia, mãe de Macu, e Ailton Graça, no papel do padrasto inseguro e alcoólatra, Bróder funciona por conta de sua trinca de protagonistas.
Como o próprio diretor brinca, Bróder é sobre a família do Zé Pequeno (personagem do filme Cidade de Deus), é sobre como esses garotos se tornam “Zés Pequenos” diariamente. Aliás, há outro paralelo entre o filme de Jeferson De e de Fernando Meirelles: é em Bróder que conhecemos o verdadeiro “Trio Ternura”. Veja abaixo o trailer:

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Estrada Para Perdição

A sociedade burguesa nos EUA possui algumas dimensões histórico-concretas particulares. A principal é que, desde primórdios do século XX, a sociabilidade do capital vigente assumiu nela sua forma explicita e mais desenvolvida. Nesta sociedade histórica encontranos o campo pleno de desenvolvimento da lógica mercantil, de suas positividades e negatividades ampliadas. O que se constitui no século XIX como os Estados Unidos da América se revelou, desde seus primórdios como a Nação do Capital, do sistema social lastreado no dinheiro, poder e ideologia da possesividade e vendabilidade universal. Por isso, explicitam-se traços precoces de estranhamento (e fetichismo) social e de sociabilidade degradada, baseada em afetos destrutivos e de morte. A figura do gangster e do crime organizado, seja em sua forma familiar, seja como grande corporação capitalista, aparece como a síntese deste desenvolvimento da Nação do Capital. Indústria e Guerra, Negócios e Criminalidade se imbricam no capitalismo desenvolvido dos EUA. Por outro lado, tal civilização do capital tende a criar enquanto possibilidade concreta, um campo ampliado de desenvolvimento da personalidade humano-genérica. É tal contradição candente entre individualidade humano-genérica e afetos de morte, baseados em relações de poder e do dinheiro, que irá tornar-se explicito na estrutura de sociabilidade na sociedae burguesa dos EUA.
Temas-chave: sociabilidade, fetichismo e estranhamento; violência e crime organizado; família e crise do capital. Imagem e fetichismo social.
Filmes relacionados: “O Poderoso Chefão”, de Ford Copolla; “Os Bons Companheiros”, de Martin Scorsese;
Análise do Filme
“Estrada para Perdição” de Sam Mendes não é apenas um filme de gangster, mas é um painel íntimo da sociabilidade burguesa nos EUA. O diretor Mendes se destaca, em seu segundo filme, como um analista perspicaz da sociedade norte-americana. Depois de “Beleza América”, de 1999, Mendes nos brinda com um pequeno retrato dos Estados Unidos da América em 1931, época da grande depressão. Os EUA já surge após a I Guerra Mundial (1914-1918), como uma grande potência industrial-financeira do mundo capitalista. Mas o que percebemos é que a sociedade burguesa nos Estados Unidos da América já nasce decrépita e degradada. Tal como em “Beleza Americana”, a narrativa de “Estrada para a Perdição” sugere um clima de necrofilia, de fascinação (e medo) pela morte. Talvez seja o próprio espírito da civilização do capital nos EUA, construída em cima de sangue, suor e lágrimas (do extermínio das populações indígenas à anexação colonialista de territórios no Sul). Na verdade, o american dream é uma odisséia de destruição criativa do capital, onde a morte tem sido a companheira constante, tal como ocorre na vida de gângsteres.Todo filme é impregnado de um clima de morte e vingança. E de fascínio mórbido pela imagem da morte (o personagem Harlem Maguire, interpretado por Jude Law, como iremos ver, é paradigmático).

A comparação com o outro filme de Mendes, “Beleza Americana” é flagrante: o personagem central, o gangster Michael Sullivan, interpretado por Tom Hanks, tal como Lester Burham (interpretado por Kevin Spacey) em “Beleza Americana”, é assassinado num momento catártico, numa casa de praia, logo após ter cumprido seu objetivo: vingar-se do assassino de sua mulher e filho. Quando a trama narrativa do filme parecia nos conduzia para um happy end, o que acontece é o acerto final do fotográfo-matador de aluguel, Harlem Maguirre, com o gangster, Michael Sullivan.
Como salientamos, o fotográfo Harlem Maguirre é, em si, um personagem curioso. É um dos personagens fascinantes da trama filmica de Sam Mendes. É um gangster como outro qualquer, mas que possui uma fascinação mórbida: tirar fotos dos seus cadáveres. Ora, ao misturar imagem e morte, Mendes, mais uma vez, traduz um traço essencial da sociabilidade burguesa nos EUA: a fascinação midiática pela morte, uma fascinação bastante compatível com as necessidades da ordem imperialista do capital. Ainda tomando “Beleza Americana” como referência básica, o personagem do fotografo pode ser considerado uma mescla de coronel Fitts com seu filho Rick Fitts.
O gangster Michael Sullivan, descendente de irlandeses, é fiel ao Chefão John Rooney, um velho gangter de Chicago, representado por Paul Newman, até o dia em que Connor Rooney, o filho do chefão, assassina sua mulher e filho (de Sullivan). Apenas o filho mais velho, Michael Sullivan Jr., sobrevive. A partir daí, vingar-se da morte de sua família, torna-se uma obsessão para Michael Sullivan. Seu objeto de vingança é o filho do Chefão, Connor, e apenas ele (Michael não busca destruir o império criminoso do velho Rooney, mas apenas obriga-lo a entregar seu filho para ser justiçado). Connor Rooney é um personagem medíocre, decadente, com uma expressão sempre irônica, mas cruel, que trapaceia o pai. A relação entre pai e filho é uma simbiose de morte. O pai sabe que o filho lhe trapaceia, desviando dinheiro para sua conta-corrente. Mas nada faz, demonstrando que, apesar de todo poder, nada pode contra seu sangue degradado. Essa incapacidade de lidar com a insensatez do filho e o afeto que possui por Michael Sullivan, que considera como um filho, tende a representar os sintomas da decadência imperial.

Os dilemas de John Rooney são os dilemas da velha América corporativa. Mendes continua mais uma vez, refletindo sobre a crise da família americana, pois o ideal de família, tão bem retratado por Francis Ford Coppola na trilogia “O Poderoso Chefão”, aqui é transfigurado na crise da “família” do Capo John Rooney, principalmente em sua relação neurótica com o filho Connor e que irá conduzir a família – inclusive sua organização criminosa - à ruína. Uma outra família é arruinada pelo ímpeto de Connor Rooney, a de Michael Sullivan. Ora, Connor é o alter ego destruidor de John Rooney. Por isso, o pai nada pode contra ele. É Connor quem deverá precipitar o declínio e a morte da “família” do Chefão.

A desestruturação da família é um tema constante na estruturas narrativas do cinema americano. E Mendes utiliza um drama de gangster de 1931 para refletir a crise da sociabilidade burguesa dos nossos dias. É possível apreender alguns detalhes curiosos e bastante significativos na trama narrativa de Road to Perdition (Mendes, tal como Kubrick e os grandes cineastas, não desprezam os detalhes da narrativa para traduzir elementos significativos da totalidade concreta). Por exemplo: é quase completa a ausência de policiais no filme (o único que aparece é morto pelo fotografo Harlem Maguirre à beira da estrada). É como se a ausência do Estado policial apenas torna-se mais claro a natureza do drama familiar, pois o filme é, antes de mais nada, como “Beleza Americana”, um drama familiar. É interessante ainda a presença do casal de fazendeiros, quase como a representar a nostalgia de uma vida rural bucólica, distante do ambiente de morte da cidade industrial.

Metrópole e trabalho operário é outro detalhe a ser destacado. Logo no início do filme aparece uma massa de operários se dirigindo ao trabalho, com um jornaleiro anunciando a manchete de morte de um operário por acidente de trabalho. Mais adiante, mais uma vez, o tema da manipulação da classe operária aparece, com o Chefão John Rooney fazendo referencia aos sindicatos – o velho gangster não quer interferir neles pois acredita que já interfere demais na vida dos operários fora da fábrica (Rooney talvez represente um velho estilo decadente de gangster).

O capo Rooney representa, de certo modo, a protoforma da elite dominante do capitalismo americano. Por outro lado, Michael Sullivan, seu fiel serviçal, poderia representar a “classe média” que vive à sua sombra, até que se vê envolvida numa trama estranhada (é possível um paralelo com a narrativa de “De olhos bem fechados”, de Stanley Kubrick, na relação que o Dr. Harford tem com a elite financeira).

É para a fazenda que o filho de Michael Sullivan retorna, ao final do filme, sugerindo que o filho deverá ter um destino diferente daquele do pai (o curioso é que o nome do filho é Michael Sullivan Jr., o que sugere uma continuidade da figura do pai). Como estamos em 1931, nada impede de imaginarmos que o pequeno fazendeiro possa ser despejado pelos barões das finanças, como ocorreu nos EUA dos anos 30 (que o diga o drama familiar de “Vinhas da Ira”, de John Ford). Mas nesse caso, os gangsteres serão outros e provavelmente o filho de Michael irá verificar que apenas as armas da vingança não lhe servirão.

Outro elemento significativo no filme é a casa da tia Sara, à beira do mar, o local onde Michael Sullivan foi assassinado por Harlem Maguirre, olhando para o mar, pela janela de vidro (mais uma vez, o paralelo com “Beleza America” - Lester Burham, representado por Kevin Spacey, é assassinado pelo Coronel Fitts, ao olhar a foto da família, na cozinha de sua casa). O mar representa esperança, mas também a incerteza. E o cenário da esperança, como sugere o filme, é a pequena fazenda.

O personagem da criança (ou pré-adolescente), Michael Sulllivam Jr., o narrador da história, é bastante interessante, pois ele, em todo filme, com exceção das cenas em que dirige o automóvel para o pai, durante os assaltos aos bancos, é meramente um espectador da barbárie e da odisséia de morte. Acompanha os assassinatos totalmente estupefato; primeiro, ao descobrir a ocupação do pai e depois, ao encontrar a mãe e o irmão, assassinados por Connor. Ao mesmo tempo, a criança demonstra seu fascínio pela leitura de histórias policiais (na escola diz não gostar de Matemática e sim de histórias bíblicas). É ele que irá guardar a memória do pai e do seu trágico destino, dele e da sua família.

Outro elemento do filme é a ausência de personagens femininos no filme (as únicas mulheres no filme exercem papel secundário, como a esposa de Michael Sullivan, Tia Sara ou a mulher do fazendeiro). Nos outros momentos em que aparecem mulheres, elas são objetos sexuais de gangsteres, as figuras masculinas que dominam o filme. São mulheres sufocadas pelo drama do poder, morte e vingança. Mulheres e crianças apenas acompanham o drama dos adultos homens. Road to Perdition é um drama familiar sem mulheres. Talvez a ausência das mulheres seja mais um elemento da crise da família burguesa. Em “Beleza Americana”, mesmo a personagem feminina central, Carolyn Burham, mulher do Lester, é quase um tipo masculino, ligada às factualidades do mundo burguês. Ela exerce na narrativa um papel ativo e de imposição quase masculina. Em Road to Perdition, o drama é masculino, de declínio do poder do homem branco, dominador, expresso nas figuras dos gangsteres.

Dizemos que o Estado como policia está ausente também do filme. Mas percebemos que o Estado assistencialista já aparece, de modo tímido, quando Michael Sullivan, em Chicago, enquanto vai conversar com um outro capo, deixa o filho numa repartição pública de atendimento a desempregados. É uma área imensa, lotada de proletários desempregados, mais uma expressão da depressão da economia americana em 1931. O ambiente social e econômico é de crise do mundo do trabalho, pois a disseminação da criminalidade é um aspecto da crise de sociabilidade do trabalho, como já observava Engels no livro A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra (de 1842). Sam Mendes teve sensibilidade de captar tais breves momentos da situação operária no interior de um drama da elite do poder americano. Tanto o Chefão John Rooney, quanto Michael Sullivan, representavam, naquela época, elementos do poder de classe dominante, em sua expressão degradada (é visível a presença de banqueiros como receptadores do dinheiro sujo dos gângsteres).

No final do filme, o assassinato do Chefão Rooney por Michael sugere um ato catártico do próprio Michael. Numa noite de chuva, tal como em “Beleza Americana”, Michael consegue prestar contas consigo mesmo, pois naquele momento assassinou o Pai na figura do Chefão Rooney, um Pai omisso, indiferente à dor do “filho”. É claramente uma sugestão freudiana. A seguir, Michael Sullivan assassina, Connor (seu “irmão” impetuoso).

É claro que Road to Perdition é um filme histórico, de volta ao passado de crise, para refletir sobre a crise do presente, uma crise estrutural do capital (desde a década de 1970), cujas determinações de crise orgânica já vislumbrávamos nos anos 20 e 30 do século passado. O deslocamento temporal possui uma função heurística na trama narrativa. Na depressão dos anos 1930, com a onipresença de gângsteres, Mendes está refletindo, até de forma exagerada, o drama da crise do mundo burguês nos EUA. Talvez, hoje, os gângsteres sejam outros, menos visíveis e mais poderosos. Mas a situação de crise orgânica do capital, inclusive como representação do poder hegemônico da figura masculina continua.

É claro que o capo John Rooney será substituído por outro Chefão, é o que sugere Mendes. O que quer dizer que, em 1931, o declínio do Chefão Rooney seria apenas o declínio de um certo tipo de gangsterismo. Na verdade, o gangsterismo em suas múltiplas formas sócio-históricas, sempre caracterizou a sociedade norte-americana (em sua trilogia “O Poderoso Chefão”, Coppola já mostrava essa evolução geracional dos estilos de gângsteres nos EUA – de Marlon Brando a Al Pacino). Talvez a fixação em dramas de gangsters seja a forma do cinema americano apreender um traço da sociabilidade de poder nos EUA. As elites sempre tiveram um caráter gangsterista, que é expressão de uma forma hiperdesenvolvida de mercantilização das relações sociais. Portanto, Mendes segue a linhagem fílmica dos grandes Copolla ou Scorsese (Os Bons Companheiros), como verdadeiros analistas sociais do espírito do mundo burguês na América, cineastas da crise de autoconsciência da sociedade americana
Extraído de www.telacritica.org

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Filmes e Sociologia

O Poderoso Chefão


Don Vito Corleone (Marlon Brando) é o chefe de uma "família" de Nova York que está feliz, pois Connie (Talia Shire), sua filha, se casou com Carlo (Gianni Russo). Porém, durante a festa, Bonasera (Salvatore Corsitto) é visto no escritório de Don Corleone pedindo "justiça", vingança na verdade contra membros de uma quadrilha, que espancaram barbaramente sua filha por ela ter se recusado a fazer sexo para preservar a honra. Vito discute, mas os argumentos de Bonasera o sensibilizam e ele promete que os homens, que maltrataram a filha de Bonasera não serão mortos, pois ela também não foi, mas serão severamente castigados. Vito porém deixa claro que ele pode chamar Bonasera algum dia para devolver o "favor". Do lado de fora, no meio da festa, está o terceiro filho de Vito, Michael (Al Pacino), um capitão da marinha muito decorado que há pouco voltou da 2ª Guerra Mundial. Universitário educado, sensível e perceptivo, ele quase não é notado pela maioria dos presentes, com exceção de uma namorada da faculdade, Kay Adams (Diane Keaton), que não tem descendência italiana mas que ele ama. Em contrapartida há alguém que é bem notado, Johnny Fontane (Al Martino), um cantor de baladas românticas que provoca gritos entre as jovens que beiram a histeria. Don Corleone já o tinha ajudado, quando Johnny ainda estava em começo de carreira e estava preso por um contrato com o líder de uma grande banda, mas a carreira de Johnny deslanchou e ele queria fazer uma carreira solo. Por ser seu padrinho Vito foi procurar o líder da banda e ofereceu 10 mil dólares para deixar Johnny sair, mas teve o pedido recusado. Assim, no dia seguinte Vito voltou acompanhado por Luca Brasi (Lenny Montana), um capanga, e após uma hora ele assinou a liberação por apenas mil dólares, mas havia um detalhe: nas "negociações" Luca colocou uma arma na cabeça do líder da banda. Agora, no meio da alegria da festa, Johnny quer falar algo sério com Vito, pois precisa conseguir o principal papel em um filme para levantar sua carreira, mas o chefe do estúdio, Jack Woltz (John Marley), nem pensa em contratá-lo. Nervoso, Johnny começa a chorar e Vito, irritado, o esbofeteia, mas promete que ele conseguirá o almejado papel. Enquanto a festa continua acontecendo, Don Corleone comunica a Tom Hagen (Robert Duvall), seu filho adotivo que atua como conselheiro, que Carlo terá um emprego mas nada muito importante, e que os "negócios" não devem ser discutidos na sua frente. Os verdadeiros problemas começam para Vito quando Sollozzo (Al Lettieri), um gângster que tem apoio de uma família rival, encabeçada por Phillip Tattaglia (Victor Rendina) e seu filho Bruno (Tony Giorgio). Sollozzo, em uma reunião com Vito, Sonny e outros, conta para a família que ele pretende estabelecer um grande esquema de vendas de narcóticos em Nova York, mas exige permissão e proteção política de Vito para agir. Don Corleone odeia esta idéia, pois está satisfeito em operar com jogo, mulheres e proteção, mas isto será apenas a ponta do iceberg de uma mortal luta entre as "famílias".
Análise: O filme retrata desde elementos antropológicos, sociológicos e políticos. Elementos importantes da cultura siciliana são constrastados com o capitalismo americano. No mundo siciliano, a família nuclear patriarcal está acima de tudo, inclusive dos lucros. A sociedade americana dos anos 1950 é retratada sem cortes, os abusos, a falsa prosperidade, a corrupção e a necessidade de buscar um caminho fora-da-lei é a única saída para os imigrantes que a América (estadunidense) recebeu de "braços abertos".
titulo original: The Godfather
lançamento: 1972 (EUA)
direção: Francis Ford Coppola
atores: Marlon Brando , Al Pacino , Diane Keaton , Richard S. Castellano , Robert Duvall
duração: 171 min
gênero: Drama 
duração:02 hs 51 min 
ano de lançamento:1972 
estúdio:Paramount Pictures 
distribuidora:Paramount Pictures 
direção: Francis Ford Coppola 
roteiro:Mario Puzo e Francis Ford Coppola, baseado em livro de Mario Puzo 
produção:Albert S. Ruddy 
música:Nino Rota 
fotografia:Gordon Willis 
direção de arte:Warren Clymer 
figurino:Anna Hill Johnstone 
edição:Marc Laub, Barbara Marks, William Reynolds, Murray Solomon e Peter Zinner

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Filmes e Sociologia

Náufrago
Chuck Noland (interpretado por Tom Hanks) é um inspetor da Federal Express (FedEx), empresa multinacional de entrega de cargas e correspondências, que tem por função checar vários escritórios da empresa pelo globo. Numa de suas viagens ocorre um trágico acidente de avião. Chuck, único sobrevivente, fica preso em uma ilha deserta do Oceano Pacífico, por quatro anos. Ele terá que lutar para sobreviver e se adaptar à solidão na ilha deserta. Nesse ínterim, sua noiva (Helen Hunt) e seus amigos imaginam que ele morrera no acidente de avião. Em Cast Away, Zemeckis expõe um personagem obcecado pelos constrangimentos do sistema do capital em sua época de globalização. Em certo momento, Chuck Noland, executivo da FedEx, nos diz: “O tempo nos controla sem piedade...”. A escolha da Federal Express é sintomática pois ela tipifica a multinacional da globalização, onde a abolição do espaço através da redução do tempo é sua constante obsessão. Como empresa de entregas, a FedEx Noland expressa tal liturgia do capital e Chuck Nolland é seu sacerdote supremo. É um personagem imerso no tempo constrangido do capital. Não possui tempo para cuidar de si. Em Cast Away se sugere que a globalização se constituiu, de fato, com a derrocada do Leste Europeu e a dissolução da União Soviética. É na Rússia capitalista que Nolland irá catequizar os empregados da FedEx na lógica do capital. O seu discurso no escritório da FedEx em Moscou é típico desta nova era histórica. O ponto de inflexão decisivo é o acidente aéreo. Ao sobreviver e ficar preso na ilha deserta, tal qual um Robinson Cruso é pós-moderno, Nolland se depara com outro mundo estranhado, o da Natureza inóspita, que o oprime e sufoca (na verdade, é uma outra Natureza que está diante de Chuck Nolland). Na ilha deserta, diz ele, “não podia nem me matar como eu queria. “E arremata: “Não tinha poder sobre nada”. Entretanto, Nolland tinha todo o tempo do mundo. Naquele local inóspito, descobre a categoria do trabalho. Entretanto, ele não parte do nada. É obrigado a produzir, a partir de restos da civilização, isto é, destroços do avião acidentado, meios de sobrevivência material. A imagem da noiva num relógio de estimação e uma bola de voleibol transformada numa caricatura de rosto humano, tornam-se seus objetos fetichizados, consolo para seus dias de solidão e impotência. Nolland consegue sobreviver e escapar da ilha deserta. Retorna para a civilização do capital. Torna-se exemplo de persistência e esperança. Perdeu a noiva, que se casou com outro, constituindo família. Mas aprende a não entrar em desespero. Na verdade, Cast Away possui uma lição de vida. Sugere que, entre as duas Naturezas, a Natureza do capital e a Natureza da Ilha deserta, só nos resta acreditar na maré. Afinal, apesar das tragédias do cotidiano, das crises da globalziação e das pequenas fatalidades, “quem sabe o que a maré poderá trazer?”.
Ficha técnica
  • título original:Cast Away
  • gênero:Drama
  • duração:02 hs 23 min
  • ano de lançamento:2000
  • site oficial:http://www.castawaymovie.com
  • estúdio:DreamWorks SKG / 20th Century Fox / Image Movers / Playtone
  • distribuidora:20th Century Fox Film Corporation / UIP
  • direção: Robert Zemeckis
  • roteiro:William Broyles Jr.
  • produção:Tom Hanks, Jack Rapke, Steve Starkey e Robert Zemeckis
  • música:Alan Silvestri
  • fotografia:Don Burgess
  • direção de arte:Stefan Dechant, Elizabeth Lapp, Kim Sinclair e William James Teegarden
  • figurino:Joanna Johnston
  • edição:Arthur Schmidt

Filmes e Sociologia



"Laranjânica", de Stanley Kubrick (1971)
A LARANJA MECÂNICA
A Clockwork Orange, é um dos clássicos de Stanley Kubrick, produzido em 1971. Foi baseado no romance distópico homônimo de Anthony Burgess, cuja primeira edição é de 1962. Na Londres de um futuro não muito distante, o jovem Alex De Large (interpretado por Malcolm McDowell) e seus amigos (ou drugues, na linguagem Nadsat, criada por Burguess), Pete, Georgie e Dim, espancam um velho mendigo, enfrentam uma gang rival, provocam acidentes na estrada, assaltam e estupram casa de família. Certo dia, ao assaltar a mansão de uma criadora de gatos, Alex é traído pelos seus amigos e é capturado pela polícia. Acusado da morte de sua vítima de assalto, é condenado a 14 anos de prisão. Entretanto, na penitenciária, ele se oferece para ser cobaia do Tratamento Ludovico, que busca regenerar criminosos comuns através da eliminação do reflexo criminal. A Técnica Ludovico manipula o cérebro utilizando drogas e vídeos. Um dos temas candentes de Laranja Mecânica é o problema da ressocialização penal, ou seja, o que fazer com a crescente população prisional nas sociedades tardias do capital. É um tema de atualidade premente nos paises capitalistas centrais ou periféricos, com o crescente contigentes de jovens desempregados e imersos em profunda crise fiscal. Naquela época, de prenúncio da crise do fordismo-keynesiano, o problema da juventude marginal já se tornava motivo de preocupação dos governos (a questão de classe social é importante: o jovem Alex, que adora sexo, violência e Beethoven, é filho único de uma família de trabalhadores ingleses). Ao abordar em 1962, (e em 1971, no caso de Kubrick), a utilização de técnicas neurais para o controle social, Burgess e Kubrick demonstram sua genialidade, antecipando o que é vigente em nossos dias: o uso abusivo das drogas para a adaptação social. Na verdade. por trás da Técnica Ludovico está um dos temas marcantes da filmografia de Kubrick: a discussão da identidade do homem em tempos de agudo estranhamento e de fetichismo da mercadoria. A Clockwork Orange pode nos indicar as formas expressivas de estranhamento vigentes no capitalismo manipulatório.

Sociologia e Filmes

Trabalho, capitalismo, estranhamento, precariedade, reestruturação produtiva.
O trabalho capitalista da indústria ou dos serviços é, em si, desprovido de sentido. O que significa que é trabalho estranhado que dilacera a subjetividade - mente e corpo - da força de trabalho. Todo trabalhado assalariado pressupõe uma precariedade que decorre desta alienação estrutural que funda a condição de proletariedade. A sociedade de serviços capitalistas é a sociedade do trabalho estranhado em sua dimensão universal, estranhamento que penetra o chão-de-fábrica e o espaço do escritório e que está no tempo de trabalho e no tempo de vida. Na medida em que a forma-mercadoria determina o produto da atividade social, seja ele tangivel ou não, o processo de trabalho da indústria ou dos serviços, aparece como processo de valorização. Esta é a base material do fenomêno do estranhamento que se imiscui na atividade de trabalho do operário ou do empregado. Não apenas o trabalho é trabalho estranhado, mas a vida cotidiana é demarcada pelo estranhemnto, ou seja, obstáculos que impedem o pleno desenvolvimento do ser genérico do homem.
Filmes Indicados:
Como Enlouquecer Seu Chefe, de Mike Judge;
Segunda-Feira Ao Sol, de Fernando León de Aranoa.

Sociologia e Filmes

Técnica e tecnologia, capital e processo civilizatório, fetichismo e controle social, capitalismo manipulatório e novas tecnologias da virtualização.

O desenvolvimento da técnica na sociedade do capital tende a aparecer como desenvolvimento tecnológico, com objetos complexos assumindo formas estranhadas, que sob certas circunstâncias sócio-históricas podem assumir alto potencial destrutivo. Na medida em que se amplia, o fetichismo da mercadoria imprime sua marca indelével na sociabilidade humana, constituindo formas complexas de fetichismo social, criando a aparência de uma tecnologia onipotente e malévola. O fetiche da técnica através dos objetos tecnológicos tendem a ocultar a verdadeira dominação do capital como relação social a serviço da reprodução hermafrodita da riqueza abstrata. Na medida em que a tecnologia assume novas formas materiais, instaurando novas técnicas de virtualização de base bio-informática de intenso cariz manipulatório, tal fetichismo da técnica alcança maior intensidade e amplitude, principalmente no plano do imaginário social. O problema da tecnologia é o problema do controle social capaz de abolir o fetichismo da matrix tecnológica. Na medida em que tais contradições do capital se acirram, explicita-se a necessidade do controle social dos objetos tecnológicos complexos, sob pena do aprofundamento da barbárie social, tendo em vista que eles são utilizados, em si e para si, como nexus de intensificação da manipulação e da produção destrutiva do capital.
Filmes indicados:
  • Matrix, dos irmãos Wachowski
  • Blade Runner, de Ridley Scott;
  • Metropólis, de Fritz Lang;
  • O Show de Truman, de Peter Weir;
  • Gattaca – A Experiência Genética, de Andrew Nicoll;
  • Simone, de Andrew Nicoll.

Sociologia e Filmes

Identidade humana e evolução social; desenvolvimento capitalista e contradições sociais; tradição e modernidade do capital

 A crise de sociabilidade no mundo burguês, decorrente das contradições sociais dilacerantes, se expressa numa crise da identidade humana e seus referentes antropológicos. A crise antropológica que atinge a civilização do capital decorre de suas próprias formas societais estranhadas, originando-se de seus nexos internos, baseados no trabalho estranhado que tende a reduzir a vida humano-genérico à sua dimensão animal. A perda do sentido da vida é uma das principais determinações da crise antropológica que assume, no decorrer do século XX, múltiplas dimensões (uma delas é a própria negação e metamorfose da corporalidade humana). O ápice derradeiro da crise antropológica da civilização do capital é a bárbarie. O capital tende a se apropriar de lendas (e mitos) do tempo passado para traduzir, à exaustão, sua negação da dimensão antropomorfica. O viés fetichista da reprodução social no mundo burguês tende a projetar tal ameaça à identidade do homem em causalidades externas à si próprio. Deste modo, tende a se atribuir ao Outro estranhado, que pode ser uma raça, cultura ou ideologia (ou qualquer contingência de ordem natural), a culpa pelas inversões sócio-históricas e metamorfoses antropológicas intrínsecas à lógica societal do capital.
Filmes indicados:
  • O Lobisomem, de Joe Johnston;
  • A Mosca, de David Cronenberg;
  • Homem-Aranha, de Sam Raimi;
  • Hulk, de  Louis Leterrier ;
  • O Homem-Elefante, de Davod Lynch.

Filmes e Sociologia

UM POBRETÃO NA CASA BRANCA
Após ocupar por 8 anos a vice-presidência, Brian Lewis (Nick Searcy) quer se tornar presidente na eleição de 2004. Quando seu rival morre em um acidente aéreo, o partido precisa arrumar logo outro candidato. Bill Arnot (James Rebhorn), um influente senador do partido, tem a idéia de lançar um candidato pobre e negro para atrair as minorias, pois em breve elas serão maioria e ele quer este eleitorado, pois planeja concorrer em 2008. Assim um vereador de Washington, Mays Gilliam (Chris Rock), é escolhido, tendo como organizadores da campanha Martin Geller (Dylan Baker) e Debra Lassiter (Lynn Whitfield). Debra recebeu de Arnot a garantia de que será recompensada em 2008, quando ele se eleger presidente. Entretanto, quando ninguém esperava os números de Mays nas pesquisas começam a subir, sua popularidade entra em evidência e o rapaz pobre de Washington pode se tornar o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos. Isto se Arnot permitir, pois mesmo que Gilliam tenha uma votação expressiva será o candidato do partido em 2008, o que o senador quer evitar custe o que custar.


Ficha técnica
  • título original:Head of State
  • gênero:Comédia
  • duração:01 hs 35 min
  • ano de lançamento:2003
  • site oficial:http://www.headofstate-themovie.com/
  • estúdio:DreamWorks SKG / 3 Art Entertainment
  • distribuidora:DreamWorks Distribution LLC / UIP
  • direção: Chris Rock
  • roteiro:Chris Rock e Ali LeRoi
  • produção:Ali LeRoi, Chris Rock e Michael Rotenberg
  • música:Marcus Miller e DJ Quik
  • fotografia:Donald E. Thorin
  • direção de arte:Ray Kluga
  • figurino:Amanda Sanders
  • edição:Stephen A. Rotter
  • elenco:
  • Chris Rock (Mays Gilliam)
  • Bernie Mac (Mitch Gilliam)
  • Dylan Baker (Martin Geller)
  • Nick Searcy (Brian Lewis)
  • Lynn Whitfield (Debra Lassiter)
  • Robin Givens (Kim)
  • Tamala Jones (Lisa Clark)
  • James Rebhorn (Senador Bill Arnot)
  • Keith David (Bernard Cooper)
  • Stephanie March (Nikki)
  • Jude Ciccolella (Sr. Earl)
  • Tracy Morgan
  • Nate Dogg 

Filmes e Sociologia

HOMENS BRANCOS NÃO SABEM ENTERRAR
Dirigido por Ron Shelton, o filme conta a as aventuras e desventuras de dois jogadores amadores de basquete que ganham a vida apostando nas quadras das ruas de Los Angeles. Billy Hoyle (Harrelson) é um talentoso ex jogador universitário que, ao lado de sua mulher Gloria Clemente (Rosie Perez), está fugindo de bandidos por causa de um dívida de jogo. Quando Billy conhece Sidney Deane (Snipes) - um falastrão e arrogante jogador das ruas - os dois vêem uma excelente oportunidade de ganhar dinheiro. Aproveitando as características físicas de Billy - muito mais pra nerd que pra jogador de basquete - os dois trambiqueiros começam a aplicar golpes em partidas 2 contra 2 nas quadras de Los Angeles. A obra de Ron Shelton tem ótimas cenas de jogos, com belas cestas, tocos e impressionantes dribles, típicos do basquete de rua. O filme é divertidíssimo e, de certa forma, mostra um interessante recorte da realidade social e econômica dos Estados Unidos na década de 90.
Um dos aspectos sociológicos mais interessantes do filme  é questão cultural dos negros e o "racismo às avessas", onde os negros presumem que Billy, por ser branco, não pode ser bom jogador de basquete.
Ficha Técnica
Título no Brasil: Homens Brancos Não Sabem Enterrar
Título Original: White Men Can’t Jump
Ano de Lançamento: 1992
Produtora: 20th Century Fox
Direção: Ron Shelton
Roteiro: Ron Shelton
Elenco: Wesley Snipes, Woody Harrelson, Rosie Perez, Tyra Ferrel, Cylk Cozart, Kadeem Hardison, Freeman Williams, Louis Price e Ernest Hardeen Jr.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Filmes e Sociologia

Os Deuses Devem Estar Loucos (The Gods Must Be Crazy, no original) é um filme que foi lançado em 1980, escrito e dirigido por Jamie Uys. Conta a história de Xixo, um bosquímano do Kalahari (protagonizado por N!xau, um fazendeiro Namibiano) cuja tribo não tinha contato ou conhecimento do mundo além desta.
Um dia, de um avião de passagem, o piloto deita fora uma garrafa de vidro de Coca-Cola e inicialmente esse artefato estranho parece ser um presente dos deuses, com muitos usos a serem descobertos. Mas na tribo, os conflitos foram aumentando, já que há somente um frasco para dividir entre todos da tribo. Então, decide-se que o frasco deve ser jogado fora do planeta. Xi é nomeado para a tarefa, e enquanto viajava para cumprir a sua tarefa, ele encontra membros da civilização ocidental pela primeira vez. O filme apresenta uma visão diferente da civilização vista por Xi.
Ficha técnica
  • título original:The Gods Must Be Crazy
  • gênero:Comédia
  • duração:01 hs 48 min
  • ano de lançamento:1980
  • site oficial:
  • estúdio:Mimoza / CAT Films
  • distribuidora:20th Century Fox Film Corporation
  • direção: Jamie Uys
  • roteiro:Jamie Uys
  • produção:Jamie Uys
  • música:John Boshoff
  • fotografia:Robert Lewis e Buster Reynolds
  • direção de arte:Caroline Burls
  • figurino:Gail Grobbelaar e Mij Reynolds
  • edição:Jamie Uys